O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar em ampliar os ataques ao Irã. Em comício de campanha no estado de Iowa, neste domingo (1º), às vésperas das eleições de meio de mandato desta terça-feira (3), ele afirmou que só não encerrou o conflito porque quer “ser gentil” e poupar vidas, mas avisou que, “em algum momento”, será preciso “dar o martelo” neles. A expressão, em inglês “give them the hammer”, foi traduzida por veículos brasileiros e internacionais como um golpe contundente ou decisivo contra Teerã.
A ameaça destoa do clima dos mercados nesta segunda-feira (2). Segundo a Revista Oeste, por volta das 10h25 de Brasília o barril do Brent para janeiro recuava 4,3%, a US$ 108,55, e o WTI para dezembro caía 4,32%, a US$ 99,62, com investidores apostando no avanço das conversas de paz mediadas pelo Catar. Na sexta-feira (30), o Brent havia fechado a US$ 113,43. A cotação alta do barril tem pressionado os combustíveis no Brasil, como mostrou o reajuste de 7,2% no querosene de aviação anunciado pela Petrobras.
O plano de dois dias para Ormuz
No campo diplomático, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que as conversas no Catar resultaram em um “plano de dois dias”: os Estados Unidos tomariam medidas no primeiro dia, e o Estreito de Ormuz seria reaberto no segundo. A proposta, porém, é condicional. Teerã a vincula ao levantamento de sanções e à redução da presença militar americana na região, e o porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baqaei, disse que “tudo depende” da aceitação dessas exigências.
De acordo com a Reuters, citada pela Oeste, uma minuta para suspender o conflito circula nos bastidores, sem confirmação oficial dos países envolvidos. Trump disse que as negociações vão “bem”, mas que não tem muita pressa. Afirmou ainda que a guerra terminará “muito em breve”, sem dar prazo, e que os preços do petróleo vão despencar quando isso acontecer.
Teerã responde e tensão segue no mar
O Exército iraniano reagiu às declarações. Segundo a TV estatal do país, o porta-voz Mohamad Akraminia disse que uma eventual nova guerra poderia durar mais do que a anterior e que o presidente americano não teria como ditar nem o cronograma nem as condições para encerrá-la.
O confronto, iniciado em fevereiro, já dura cerca de nove meses. Nos últimos dias aumentaram os ataques a petroleiros na região, e a agência britânica UKMTO, citada pela BBC, relatou que um navio-tanque foi atingido por dois projéteis não identificados a cerca de 72 milhas náuticas de Ras al-Khafji, sem feridos entre os tripulantes.
Com informações da Revista Oeste e da Arutz Sheva. Imagem ilustrativa gerada por IA.
