Na véspera do segundo turno da eleição presidencial, marcado para este domingo (25), a plataforma de previsões Polymarket atribuía 80,2% de chance de vitória a Flávio Bolsonaro (PL), contra 20% para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os números foram registrados neste sábado (24).
Na Kalshi, outra plataforma do mesmo tipo, o cenário era parecido: às 8h45 deste sábado, Flávio aparecia com 77,5% de probabilidade, e Lula, com 22,2%.
Virada em setembro
No Polymarket, Lula liderou as projeções até 9 de setembro. No dia seguinte, as curvas se cruzaram e Flávio passou à frente. O ponto mais alto do candidato do PL foi registrado em 9 de outubro, quando chegou a 89%, contra 11% do petista.
Pesquisas mostram empate
As pesquisas de intenção de voto indicam uma disputa bem mais equilibrada. A Quaest, divulgada na quarta-feira (21), mostrou Flávio com 45% e Lula com 44%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
No dia seguinte, o Datafolha apontou 50% dos votos válidos para cada candidato, a primeira vez desde o primeiro turno em que os dois apareceram numericamente empatados.
Das cinco pesquisas nacionais divulgadas na sexta-feira (23), Flávio estava numericamente à frente em quatro, e Lula liderava apenas na Vox Brasil. Nos votos válidos, as diferenças iam de 1,2 ponto a favor de Lula a 4 pontos a favor de Flávio, a maioria dentro da margem de erro.
Como funcionam as plataformas
Nos mercados preditivos, os usuários compram contratos sobre o resultado que consideram mais provável, e os preços refletem as apostas acumuladas. As empresas afirmam que a disputa ocorre apenas entre os usuários, sem aposta contra a casa, e que lucram com taxas.
Em abril deste ano, o governo federal classificou esse tipo de serviço como casa de apostas irregular. Em nota técnica, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda entendeu que as plataformas exploram de forma ilícita a modalidade de aposta de quota fixa prevista na Lei 14.790/2023. Kalshi e Polymarket foram proibidas no país e só podem ser acessadas por VPN, mas seguiram operando contratos sobre as eleições brasileiras.
Probabilidades em plataformas de apostas não são pesquisas eleitorais e não seguem metodologia estatística de amostragem.
Com informações da Exame. Foto: urna eletrônica brasileira — TSE/Wikimedia Commons (domínio público).
