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sábado, 24 de outubro de 2026 Notícias em tempo real
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Goldman Sachs vê risco de Petrobras reajustar diesel em 50% após as eleições

Redaçãooutubro 24, 20262 min de leitura

O banco Goldman Sachs alertou para o risco de a Petrobras aplicar um reajuste de cerca de 50% no preço do diesel depois do período eleitoral. A análise foi divulgada a poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para este domingo (25).

Segundo os analistas do banco, mesmo considerando os subsídios do governo federal, o diesel vendido no mercado brasileiro está 21% abaixo da paridade de importação, referência que reflete o custo de trazer o combustível do exterior.

Diferença nos subsídios

De acordo com o relatório, só é possível manter hoje os preços internos abaixo do mercado internacional por causa de uma diferença no tratamento dado a importadores e produtores. Pelos cálculos do banco, os importadores recebem R$ 3,52 por litro em subsídio, enquanto os produtores nacionais recebem R$ 2,12 por litro.

Se essa diferença for eliminada após a eleição, avaliam os analistas, a Petrobras precisaria de um aumento imediato de aproximadamente 50% para alinhar seus preços à referência global.

Risco de alta adicional

O Goldman Sachs aponta ainda a possibilidade de um reajuste maior, caso a estatal decida compensar o diesel vendido abaixo da paridade de importação ao longo deste ano.

Para o banco, a tendência é que a Petrobras aguarde o resultado das urnas antes de tomar qualquer decisão sobre preços, já que o tema é politicamente sensível no país. Até a publicação da análise, a Petrobras e o governo federal não haviam se manifestado sobre as projeções.

Com informações da Exame. Imagem ilustrativa gerada por IA.