A Petrobras aumentou em 7,2% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. O reajuste, que passou a valer neste domingo (1º), representa R$ 0,45 a mais por litro em relação ao valor praticado em outubro, segundo comunicado da estatal divulgado pela Gazeta do Povo e pela Agência Estado.
É a segunda alta seguida do combustível usado pelas companhias aéreas. Em outubro, a Petrobras já havia elevado o QAV em 11,8%. Até setembro, o aumento acumulado no ano chegava a 53,3% — desde então, a empresa deixou de informar o acumulado.
Por que o preço subiu
De acordo com a Petrobras, o reajuste acompanha a alta das cotações internacionais do querosene de aviação, pressionadas pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, afetada pela guerra entre os dois países. A política de preços da estatal também considera a variação do dólar e do petróleo no mercado externo.
O QAV tem reajuste mensal, sempre no início de cada mês, com base em uma fórmula prevista em contrato que suaviza oscilações de curto prazo. Segundo a companhia, por isso as variações no Brasil são mais moderadas do que no exterior, onde os preços às empresas aéreas podem mudar com frequência — em alguns mercados, diariamente. A estatal afirma que o combustível vendido no país “permanece competitivo” em relação às cotações internacionais.
Pressão sobre as passagens
O combustível é um dos principais itens de custo das companhias aéreas, e altas sucessivas costumam pressionar o preço das passagens. Até a publicação desta matéria, as empresas do setor não haviam comentado o novo reajuste. Diferentemente de outubro, a Petrobras também não informou se está atendendo integralmente aos pedidos das distribuidoras para novembro.
Fontes: comunicado da Petrobras, via Gazeta do Povo e Agência Estado/O Povo (01/11/2026). Imagem ilustrativa gerada por IA.
