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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Brasil

Defesa de Flávio pede a Fachin que tire Moraes de inquérito e cita jato ligado ao caso

Redaçãonovembro 2, 20263 min de leitura
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Plenário vazio de tribunal com martelo de juiz e livro sobre a mesa (imagem ilustrativa gerada por IA)

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que Alexandre de Moraes seja retirado da relatoria do inquérito que apura a relação do parlamentar com o advogado Willer Tomaz. Os pedidos foram protocolados na sexta-feira (30) e tiveram o conteúdo detalhado neste domingo (1º) pela Gazeta do Povo. Os advogados querem que o caso passe às mãos do ministro André Mendonça.

A Polícia Federal investiga se Flávio e Tomaz mantinham uma sociedade indireta para lavagem de dinheiro, inclusive por meio de uma empresa de apostas. Os dois negam irregularidades. As reportagens consultadas pelo Âncora não registram, até aqui, resposta de Moraes, de Fachin ou do STF aos pedidos.

O jato citado pela defesa

O principal argumento é o impedimento do relator. Segundo a petição, que menciona reportagens sobre o tema, Moraes e a mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam usado em julho e agosto de 2025 um jato Legacy 650 da Fraction 024, empresa que aparece na apuração e que teve Tomaz entre os sócios. De acordo com a Gazeta do Povo, outra sócia, a Prime You, contou com participação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de 2021 a setembro de 2025.

A defesa lembra ainda que o escritório de Viviane foi contratado pelo Master por R$ 130 milhões e que a PF apura se cotas da Fraction 024 entraram como pagamento, relação que o escritório nega. Os advogados dizem que não acusam o ministro de agir movido por esse interesse, mas sustentam que a investigação pode alcançar fatos ligados a ele e à esposa. Caso o impedimento seja rejeitado, pedem que seja declarada a suspeição.

Relatoria e passaportes

Para justificar a troca de relator, a defesa afirma que o inquérito é um desdobramento da Operação Sem Desconto, sobre fraudes no INSS, supervisionada por Mendonça, tendo Tomaz e sua rede de empresas como ponto em comum.

Os advogados também pedem a revogação das medidas cautelares determinadas por Moraes: cancelamento dos passaportes brasileiros, entrega do passaporte italiano e proibição de contato entre os investigados. Eles alegam que as ordens saíram na noite do segundo turno, em 25 de outubro, sem manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República, e que o risco de fuga não poderia se apoiar em declarações de terceiros. Segundo a defesa, o Santander negou que Flávio fosse usuário master de contas de uma empresa ligada a Tomaz.

A petição não menciona a saída do senador do país depois da ordem sobre os passaportes, conforme apontaram a Gazeta do Povo e o site Agenda do Poder. Flávio deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina no dia 27 e pousou em Miami no dia seguinte. Segundo o ND Mais, com informações da CNN Brasil, foram três petições, e a revisão das cautelares foi dirigida ao gabinete do próprio Moraes.

Imagem ilustrativa gerada por IA

Fonte: https://ancora.news/defesa-flavio-pede-fachin-tire-moraes-inquerito-jato/