O gás de cozinha ficou mais caro na Bahia a partir deste domingo (1º). A Acelen, empresa que opera a Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde, aplicou um reajuste de 17,5% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras. A tonelada do produto passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90, uma alta de R$ 693,30.
Na ponta, a estimativa é que o botijão de 13 quilos fique entre R$ 12 e R$ 15 mais caro para o consumidor, de acordo com o jornal Correio. O percentual de 17,5% vale para a venda da refinaria às distribuidoras; o quanto o aumento vai pesar no preço final depende dos custos e da margem de cada revenda.
Botijão já chegava a R$ 170
O reajuste chega num momento em que o produto já pesa no orçamento. Segundo O Bahia Post, uma consulta à plataforma Preço da Hora Bahia feita no sábado (31) encontrou o botijão de 13 kg sendo vendido em Salvador por valores entre R$ 90 e R$ 170, a depender do estabelecimento.
Ao portal, Robério Souza, representante do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (SindRevGás), afirmou que a expectativa é de que o aumento seja repassado pelas revendas e chegue diretamente ao bolso das famílias.
Segundo aumento em pouco mais de um mês
É o segundo reajuste do GLP anunciado pela refinaria baiana em cerca de um mês: em 1º de outubro, a Acelen já havia elevado o preço em torno de 9%, o que representou de R$ 7 a R$ 8 a mais por botijão. O Correio contabiliza sete reajustes do gás de cozinha na Bahia ao longo de 2026.
A Acelen, que assumiu a refinaria em 2021, afirma que segue critérios de mercado na definição dos preços, levando em conta a cotação internacional do petróleo, a variação do dólar e os custos de frete. Com informações de O Bahia Post e do jornal Correio.
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