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Domingo, 1 de novembro de 2026
Brasil

Dívida das famílias bate recorde e já consome 29% da renda, aponta Banco Central

Redaçãooutubro 31, 20262 min de leitura
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Contas, cartões e calculadora sobre mesa de cozinha (imagem ilustrativa gerada por IA)

As dívidas das famílias brasileiras chegaram ao maior patamar já registrado pelo Banco Central. Segundo dados divulgados pela autoridade monetária nesta quinta-feira (29), o endividamento das famílias atingiu 50,1% da renda acumulada em 12 meses em agosto, alta de 0,2 ponto percentual sobre julho e de 1,2 ponto em relação ao mesmo mês do ano passado. O número foi destacado pela Gazeta do Povo e pela Times Brasil/CNBC.

Também bateu recorde o chamado comprometimento de renda — a fatia do salário que vai, todo mês, para pagar parcelas e juros. O indicador subiu para 29,0%, o nível mais alto da série histórica. Sem contar o crédito imobiliário, o comprometimento ficou em 26,7%, igualmente o maior já medido.

Juros altos e calote em alta

O peso das dívidas cresce num cenário de crédito caro. Em setembro, a taxa média do crédito livre para pessoas físicas chegou a 62,4% ao ano, e a inadimplência das famílias ficou em 6,0%, 1,1 ponto acima de um ano antes. No crédito livre a pessoas físicas, o atraso acima de 90 dias alcançou 8,1%. A Selic está em 13,75% ao ano, depois de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto, e o Comitê de Política Monetária (Copom) volta a se reunir na próxima semana.

De acordo com a Times Brasil, o Banco Central prepara novas medidas para conter a concessão predatória de crédito. O estoque total de empréstimos no país somou R$ 7,4 trilhões em setembro, dos quais R$ 4,7 trilhões estão com as famílias.

Desenrola não segurou a alta

Os recordes vêm mesmo após duas edições do Desenrola, programa de renegociação de dívidas com garantia do Tesouro lançado pelo governo Lula. Reeleito no último domingo (25), o presidente prometeu durante a campanha um leilão para que a União compre dívidas de consumidores com desconto — proposta que ainda não teve detalhes apresentados.

Com quase um terço da renda já reservado para pagar dívidas, sobra menos dinheiro para o consumo — e cada nova decisão do Copom sobre os juros passa a pesar diretamente no orçamento de milhões de famílias.

Fontes: Banco Central do Brasil (Estatísticas Monetárias e de Crédito), Gazeta do Povo e Times Brasil/CNBC. Imagem ilustrativa gerada por IA.

Fonte: https://ancora.news/divida-familias-recorde-29-renda-banco-central/